Exposição inaugurada por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de Junho) que reúne trabalhos de artistas portugueses que vivem e desenvolvem a sua produção artística no estrangeiro. São cerca de uma centena de obras, entre pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia de 51 criadores nacionais residentes em vários países da Europa, da América do Norte e do Sul e integrados com sucesso nos circuitos da arte contemporânea.
Comissariada pelo historiador de arte João Pinharanda, a mostra conta com nomes como Rui Calçada Bastos, Filipa César, Suzanne Themlitz, Ana Luísa Ribeiro, Adriana Molder, Noé Sendas (Alemanha), Fernando Lemos, Ascânio MMM (Brasil), Carlos Bunga, Jorge Leal (Espanha), Júlio Pomar, Rui Patacho, Diogo Pimentão (França), Júlia Ventura (Holanda), Paula Rego, João Penalva, Edgar Martins, Bruno Pacheco (Reino Unido), Gabriel Abrantes, Catarina Leitão, Carlos Roque e José Carlos Teixeira (EUA), entre outros.
Mas não é apenas de hoje que emigram artistas portugueses. E é precisamente para ilustrar a historicidade desses movimentos que Rafael Bordalo Pinheiro, Amadeu de Sousa Cardoso Vieira da Silva e António Dacosta introduzem esta exposição.
Diversas linguagens, diversos suportes e técnicas, diferentes gerações. Artistas consagrados e novos artistas que emergem com segurança na actualidade. Artistas com obra desterritorializada e artistas que reflectem e questionam, no seu trabalho, mobilidades e pertenças. Esta é uma exposição que abre caminho para várias reflexões uma das quais a mais evidente: porque tanto se provocam entre si, criação artística e mudança de lugar.