Centro do poder político em Portugal há perto de cem anos, o Palácio de Belém é uma referência basilar no imaginário colectivo. Apesar da sua vasta e rica história é, no entanto, o menos conhecido de todos os antigos palácios reais. Poucos sabem que foi quinta de veraneio de reis e princesas ou que resistiu intacto ao Terramoto de 1755. Com a instauração da República tornou-se, logo em 1911, sede da Presidência, ganhando uma nova projecção. Os constrangimentos decorrentes de ter sido escolhido para residência oficial do Presidente da República, mantiveram-no afastado dos circuitos de visita e justificam o alheamento a que foi votado por homens da literatura e investigadores. Só alguns anos passados sobre o 25 de Abril de 1974, durante o segundo mandato do General Ramalho Eanes, o Palácio abriu ao público as suas portas.
Com a exposição Do Palácio de Belém, o Museu pretende dar a conhecer este espaço simbólico, a sua história, as suas vivências e o seu valioso património. No percurso expositivo traçado pelo arquitecto Carrilho da Graça, mais de 500 objectos e documentos inéditos, de proveniências diversas, testemunham a sua importância histórica e a sua singularidade no contexto da Arte e da Arquitectura nacionais.
Esta exposição, patente até 20 de Fevereiro de 2006, assinala os 95 anos da implantação da República e o primeiro ano de existência do Museu.