José Mendes Cabeçadas Júnior nasce em Lagoa de Momprolé, Loulé, a 19 de Agosto de 1883. É filho de José Mendes Cabeçadas e de Maria da Graça Guerreiro. Em Março de 1911 casa com Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas, de quem tem quatro filhas. Morre a 11 de Junho de 1965 e vai a enterrar no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Percursoprofissional
Após desempenhar importantes cargos na Base Naval do Alfeite, ingressa em 1903 na Escola Naval dando início a uma carreira militar que o levará até ao vice-almirantado. Em 1926 preside ao Tribunal Militar de Marinha e em 1947 ao Conselho Superior de Disciplina da Armada. Serve também na Direcção de Hidrografia e Navegação e é Intendente da Marinha no Arsenal do Alfeite durante 17 anos.
Percursopolítico
Na manhã do dia 4 de Outubro de 1910 Mendes Cabeçadas revolta a tripulação do cruzador Adamastor, responsável pelos disparos contra o Palácio das Necessidades. No ano seguinte, depois de iniciado na Maçonaria, é deputado às Constituintes por Silves como representante da Marinha, e mais tarde, logo no início do sidonismo, nomeado Governador Civil do distrito de Faro, cargo que ocupará de novo em 1919.
Mandato presidencial
Líder militar de uma das facções do golpe de 28 de Maio de 1926, assume a chefia do Estado por escassos dias. Recebe poderes do anterior Presidente da República, Bernardino Machado, que por essa via pretendia conferir legitimidade e margem de manobra à corrente político-militar do 28 de Maio. Apesar de dispor de vastos apoios, Mendes Cabeçadas evita confrontos armados com as forças de Gomes da Costa e assina o decreto da sua demissão. Depois da Presidência regressa às suas funções na Marinha, participando também activamente em várias conspirações militares contra o Estado Novo.